Michel Fonseca | Mídias Sociais

Escrevendo para audaciosamente ir onde nenhum blogueiro jamais esteve. ;)

Edge Rank – Desmistificando o rankeamento no Facebook

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Tenho focado bastante em Facebook ultimamente, porque penso que é a bola da vez. É o que tem apresentado melhores resultados tanto nos meus projetos quanto no que tenho visto por aí. No começo, eu tentava entender quais fatores eram responsáveis pelo rankeamento das publicações feitas pelas páginas na timeline dos fãs. Cheguei a pensar que era aleatório, sem nenhuma lógica inteligível. Mas eu estava enganado. Foi quando ouvi falar do Edge Rank.

Edge Rank é algoritmo que determina a relevância das publicações feitas no Facebook. Esse ranking é calculado com base em três fatores: Afinidade/empatia, peso/importância e idade da publicação. O resultado do cálculo se aplica na relação entre um usuário (perfil) e uma página*. Sendo assim, o Edge Rank das publicações de uma página pode ser elevado pra mim, mas ser baixo pra você. Tudo depende do seu grau de intimidade com a página em questão. Quanto mais gente a sua página engajar, maior será o índice geral do Edge Rank de suas publicações e, por conseguinte, mais audiência a sua página terá.

* O Edge Rank também define o rankeamento na relação perfil X perfil, mas não é o foco neste momento. 😉

Um pouco mais sobre os fatores responsáveis pelo Edge Rank:

1. Afinidade/Empatia

Esse fator considera a interação dos usuários com a página (suas publicações). Se o usuário “X” acessa e curte todas as publicações da Página “B”, o Facebook pensa: Pô, esse cara me curte! Vou aparecer sempre na timeline dele. Já o usuário “Y”, que nunca acessa e raramente curte ou comenta as publicações da página, dificilmente receberá, em sua timeline, essas publicações.

2. Peso/Importância

O peso ou importância de uma publicação também é definido pela interação. Fotos, vídeos e mensagens curtas despertam mais interesse do público, atraindo mais “likes” e comentários.

3. Idade da publicação

Publicações mais recentes possuem mais pontos na hora do rankeamento. Se você atualiza a sua página uma vez por semana, por exemplo, dificilmente seus posts serão vistos por mais de 1 ou 2 dias.

 

A dica é planejar as publicações com base nesses três critérios. Investindo em posts de peso, que gerem mais engajamento e publicando-os com bastante frequência e nos momentos certos, o retorno certamente será positivo. Ter conhecimento desses fatores só reforça a importância de planejar antes de executar ações em mídias sociais. Nada acontece por acaso. O sucesso não virá da necessidade ou do desejo, e sim da atuação planejada.

No post “Conteúdo nas mídias sociais – Fan page vazia não para em pé“, eu dei umas dicas que podem ser úteis pra dar um up no Edge Rank de suas páginas.

Webinar – Demystifying Facebook’s EdgeRank Algorithm

Para quem quer saber mais sobre o tema, no dia 28 de fevereiro vai rolar um seminário online promovido pela Wildfire. O título é “Demystifying Facebook’s EdgeRank Algorithm” e abaixo você confere alguns dos temas abordados:

  • What variables control a brand’s EdgeRank score
  • Which content types perform best, by industry vertical
  • How to engage visiting fans once you’ve reached them through the newsfeed
  • Best practices for increasing your EdgeRank score with engagement success

Clique aqui para se inscrever e saber mais detalhes do webinar “Demystifying Facebook’s EdgeRank Algorithm” 

Written by Michel Fonseca

15/02/2012 at 15:50

Publicado em Facebook, Mídias Sociais

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Engajamento nas mídias sociais – Como gerar?

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No post passado (Conteúdo nas mídias sociais – Fan page vazia não para em pé) falei um pouco sobre a importância do conteúdo nas mídias sociais e dei exemplos de marcas que não precisam fazer muito esforço pra gerar engajamento. Ou porque possuem um posicionamento que automaticamente gera empatia com o público, como o caso dos sucos Do Bem, ou porque, na própria atuação em mídias sociais, desenvolveu uma “personalidade amigável”, como a Ponto Frio. Mas… e quando o engajamento não aparece?

“Olá! Sou uma empresa e quero ser bacana nas mídias sociais.”

Não é de uma hora pra outra que você vai se tornar legal, digno de um “curtir” de verdade. O trabalho é árduo, mas os benefícios de uma bem elaborada estratégia podem ser percebidos a curto ou médio prazo. Não existe uma receita e as listas de “4384,5 dicas para a sua marca ser simpática nas mídias sociais” não vão garantir o seu sucesso, mas as referências podem auxiliar na construção da sua própria rotina de produção de conteúdo. As diretrizes abaixo sempre me auxiliam na construção de boas estratégias para mídias sociais:

#PENSE AMPLAMENTE

É importante estudar o cenário em que o negócio está inserido (lá ele). Se você for profissional (e inteligente) de verdade, vai gastar algum tempo planejando o que será feito, conhecendo o público, o ambiente, a concorrência, blá, blá, Kotler, blá.

Pense que o seu público se interessa pelo seu produto/serviço, mas não vive em função exclusiva dele. A interseção entre “assuntos de interesse do seu público” e “o que tem relação com o seu negócio” será a sua principal fonte de conteúdo:

– Hotel em região de preservação ambiental: sustentabilidade, belezas naturais, causas ecológicas;
– Companhia aérea: turismo em geral, destinos, atrações e eventos ao redor do mundo;
– Marca de roupas: eventos de moda, dicas de beleza.

Com o tempo, você se tornará a marca que faz parte do dia a dia dos seus fãs. A marca da qual elas sentem falta quando as publicações não são feitas. Eles terão orgulho de sair por aí falando de você. Acredite!

SAIBA LIDAR COM #TROLLS

Bem como mosquitos em paraísos naturais, Trolls são inevitáveis. Na maior parte dos casos, são como crianças mimadas: não possuem razão alguma e só querem chamar a atenção. Mas as vezes o sentimento de injustiça pode estar fortemente enraizado no Troll e ele não desistirá facilmente. De uma forma ou de outra, Trolls atrapalham a sua estratégia, consomem o tempo que você estabeleceu pra dedicar ao projeto e, se puderem, te reduzirão a pó. Aqui vão alguns conselhos para lidar com eles:

– Identifique um verdadeiro Troll

Antes de condenar o pobre coitado, verifique se suas reclamações têm fundamento e foram apresentadas com bom senso. As vezes, por estarmos na defensiva, negativamos qualquer “ai”. Não é porque um consumidor reclamou de um serviço que ele deixará de admirar a sua marca. É justamente nesses momentos que você pode provar o verdadeiro valor da sua marca.

– Não tente comprar um Troll

Jamais “mande um email pra ele oferecendo um vale-desconto”. Isso se transformará em suborno e ele tentará conseguir um milhão de “compartilhar” para te colocar na cadeia.

– Não tire um Troll do palco

Deletar as mensagens dos Trolls não é indicado. É anti-ético e só faz varrer o problema pra baixo do tapete. Criar fakes pra confrontar o Troll também não é indicado.  Isso não costuma funcionar e pode ter efeito reverso, atiçando ainda mais a ira do furioso Troll.

– Não superestime ou subestime um Troll

Analise a real ameaça que o Troll representa. Ele é alguém importante? Ele é filho de alguém importante Ele tem apoio dos demais fãs? Ele REALMENTE foi injustiçado por sua marca? As vezes, a “trollagem” não passa de um surto psicótico desencadeado pelo ócio da internet. No entanto, eventualmente:

O caminho pra lidar com os ditos cujos é dialogar. Não tem pra onde correr. Sua marca entrou na onda da mídia social e deve arcar com a óbvia consequência de lidar com os inimigos. Nem Jesus, se tivesse uma fan page, ganharia “curtir” de todos. Verifique as reclamações do Troll, responda, interaja… uma hora ele vai perceber que sua marca não é tão cruel assim. 😉

SEJA #ÚNICO

Precisamos abastecer o público com conteúdo específico, usando uma linguagem específica. As mídias sociais devem ser uma extensão do seu negócio. Não Twitte a foto do Flickr que você acabou de compartilhar no Facebook. Invista em estratégias únicas para cada canal e desenvolva a personalidade da sua marca adaptada ao ambiente de mídias sociais. Se você tem um blog, obviamente deve compartilhar nas mídias sociais, mas sempre com um toque diferente. Dessa forma, você transforma uma publicação em várias.

SEJA #INSPIRADOR

É importante lembrar que mídia social, em geral e para a maioria dos mortais, é lazer, entretenimento, descontração. Todos os profissionais de mídia social deveriam escrever isso num papel bem grande e colar na frente de suas mesas. Então, vamos falar de coisa boa? Coisa boa gera engajamento! Não precisa postar vídeos de Patati e Patatá, mas um pouco de suavidade cai bem. Notícias engraçadas, memes, música, recordações, saudações… tente encaixar isso na sua rotina de publicações. Como falei no post passado:

São as “publicações inúteis” que geram engajamento, prendem a atenção do público e deixam os fãs abertos e receptivos para o “conteúdo importante” que virá em outro momento. São elas que fazem o cara pensar: porra, essa galera é gente fina! Vou comprar minha TV lá. (leia o post completo)

SEJA #OUSADO

Algumas coisas você só descobre tentando. Não tenha medo de novas ações. Novos horários, novos temas, novos formatos, novas abordagens e linguagens. Planeje, experimente e observe os resultados. A partir dessas experimentações pode surgir a estratégia ideal para formar uma legião de fãs fiéis e garantir o seu sucesso nas mídias sociais.

UTILIZE #FERRAMENTAS

Um dos fatores que diferencial o homem do restante dos animais é a utilização de ferramentas que viabilizam ações, a princípio, impossíveis. Nas mídias sociais, rola o mesmo. Existem ferramentas ou aplicativos que lhe permitem realizar ações que poderiam ser bastante complexas. Existem as ferramentas de sorteio, que podem lhe auxiliar numa promoção que irá gerar mais engajamento e aumento na quantidade de fãs/seguidores. Se você trabalha com uma banda ou músico, pode integrar os trabalhos na fan page através do Band Page ou Sound Cloud. Existem ferramentas pra todo tipo de negócio. Dê uma pesquisada e poderá poupar muito trabalho através delas.

SAIBA O SEU #LIMITE

Não seja o chato que quer ser legal. Se o seu público não é engajado, pegue leve. Vá aos poucos. Dê espaço e avance no tempo certo. Uma publicação sem retorno gera frustração.

Existem muitas outras diretrizes úteis e essenciais para a elaboração de estratégias funcionais. As que citei foi as que vieram à cabeça inicialmente. Espero que você compartilhe algumas nos comentários abaixo! 😉

Written by Michel Fonseca

25/01/2012 at 16:48

Conteúdo nas mídias sociais – Fan page vazia não para em pé

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“(…) Eu não estou ali [no Facebook] apenas para seguir atualizações, mas também para assumir uma preferência.”
Priscila Muniz, SEO de saia

Conteúdo. Você já parou pra pensar na importância disso? Conseguiu perceber o real valor do conceito de conteúdo? Pra ilustrar com uma metáfora inspirada num fato recente, vamos analisar o caso das embalagens de batata frita que possuem 70% da sua área interna preenchido com NADA. Por mais que saibamos que o ar tem uma função específica na composição da embalagem, é sempre frustrante abrir um pacote de Ruffles e ver meia dúzia de fatias de batata frita lá dentro.

Agora imagine que você “Curte” uma página no Facebook, assumindo publicamente a preferência ou empatia por determinada marca e, em troca, recebe semanalmente o anúncio de uma promoção relâmpago que não te interessa nem um pouco e cuja cópia você já havia deletado da sua caixa de entrada do email. Um saco de Ruffles, né?

Qualidade da marca X Conteúdo social

Quando uma marca é querida e oferece um produto diferenciado, os esforços são bem menores, claro. A empatia gera engajamento, que resulta em menos esforço para manter a página em movimento, já que os seus fãs estão fazendo isso por sua marca. Um exemplo claro desse fato é a fan page dos sucos Do Bem.

Os sucos Do Bem são distribuidos principalmente no sudeste e sul e chegaram no mercado com uma proposta diferenciada. Por acaso, certa feita encontrei eles a venda numa lanchonete aqui em Salvador. Experimentei e tenho a caixa até hoje, porque eles realmente sabem como apresentar um produto de forma diferenciada. A boa qualidade do produto é evidente, além de tudo. Me conquistou! E quando eu cheguei no Twitter pra elogiar, eles estavam lá pra me responder. Virou amor para a vida toda.

Por outro lado, como disse o grande Benjamim Parker: Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades. Se o seu público está sedento por interação e conteúdo relacionado à sua marca, você não pode deixá-lo na mão, ou correrá o risco de perder o que muitas lutam diariamente pra conseguir: relevância.

Quando a coisa não é tão boa assim e o engajamento do público se transforma numa meta aparentemente difícil de atingir, é sempre bom observar marcas genéricas que conseguiram conquistar a empatia do público e colher bons resultados disso. Um exemplo é a Ponto Frio. O que pode ser mais genérico do que uma loja online de móveis, eletrodomésticos e eletrônicos?

São as “publicações inúteis” que geram engajamento, prendem a atenção do público e deixam os fãs abertos e receptivos para o “conteúdo importante” que virá em outro momento. São elas que fazem o cara pensar: porra, essa galera é gente fina! Vou comprar minha TV lá. Essa visão, aliada a uma boa estratégia de promoção e divulgação, parecem funcionar perfeitamente.

Pessoas se relacionam com outras pessoas

A verdade é que não existem receitas para estratégias bem sucedidas e produção de conteúdo, mas ser humano parece ser o melhor caminho. As pessoas estão no Facebook e se acostumaram a se relacionar com pessoas. Quanto mais próxima de uma relação humana for a sua estratégia, maiores são as chances de obter empatia e engajamento.

Vá no lista de páginas que você curte no Facebook e observe:

  • De quais você recebe atualizações constantemente?
  • Todas permitem que você poste no mural delas?
  • Elas costumam te responder?
  • Você costuma “curtir”, comentar ou compartilhas as publicações dela?
  • Vendo as mais antigas, você ainda “curte” as marcas da mesma forma que antes?
  • O que te levou a clicar em “Curtir”?

Essas e outras reflexões são de extrema importância e, certamente, vão te promover bastante aprendizado. Tente!

Vou manter o assunto “Mídias sociais > Facebook > Conteúdo” pelos próximos posts. Siga @MichelFonseca pra ficar por dentro das atualizações e até logo. 😉

Written by Michel Fonseca

19/01/2012 at 15:16

Para Entender o Monitoramento de Mídias Sociais – E-book organizado por Tarcízio Silva

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“Monitoramento é como sexo no colégio. Todo mundo está falando sobre isso, mas pouquíssimos estão realmente fazendo. E aqueles que fazem, provavelmente, estão fazendo mal” 

Peter Rosenwald

Enquanto profissional forjado num ambiente próximo da criatividade, confesso que a palavra “monitoramento” costumava me assustar. Num outro momento da minha carreira, depois de algum tempo trabalhando direta e exclusivamente com mídias sociais, aprendi que monitorar não é apenas essencial, mas é uma rotina que se desenvolve naturalmente no decorrer dos projetos.

A liberdade típica do processo criativo é um fator otimizador das atividades de monitoramento, já que a interpretação do que é coletado é o que diferencia um bom monitoramento de um ótimo. Com uma visão perspicaz, mesmo uma pequena quantidade/profundidade de dados pode ter significado relevante dentro do monitoramento. Sem essa visão, muitos detalhes podem parecer irrelevantes, por mais importantes que sejam.

O compartilhamento de informações na web auxilia os passos de quem tem intenção de se aprofundar em qualquer assunto. Não seria diferente com monitoramento de mídias sociais.

Graças ao esforço de Tarcízio Silva, ou @Tarushijio,  que reuniu conteúdo produzido por 27 autores diferentes e transformou o material num e-book (Para entender o monitoramento de mídias sociais), é possível enxergar o tema por diversos ângulos e aprender um pouco mais sobre a rotina do monitoramento de mídias sociais, passeando por temas como SEO, gestão de crises, análise de sentimento, CRM, ROI, entre outros.

Entre os autores, estão o próprio Tarcízio Silva (Monitoramento de Mídias Sociais), Domicio Neto (Extraindo Dados Sociais para o SEO), Priscila Muniz (O Monitoramento na Estratégia de Conteúdo), Estêvão Soares (ROI), Nino Carvalho (Dados, Informação e Inteligência Competitiva), Danila Dourado ( Software Pleno de monitoramento: a análise que faz a diferença), entre outros.

Você pode conferir o material na íntegra (e fazer o download) no embed abaixo. Boa leitura!

Written by Michel Fonseca

18/01/2012 at 15:23

“Mimimismo” e polêmica barata no caso Arezzo

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Não preciso relatar o caso mais recente da Arezzo. Creio você saiba do que se trata. Vamos direto à minha crítica. Assim como a Arezzo, não vou me enfiar numa discussão ideológica. Só quero compartilhar uma reflexão pessoal, baseada em impressões que tive enquanto tentava analisar o caso com base em uma ótica mercadológica e comercial, além de usar uma pitada de relacionamento com o público.

Segundo Anderson Birman, presidente da Arezzo, toda a matéria prima utilizada na coleção Pelemania é “absolutamente legalizada, com certificado de origem, com certificado de regularidade, tudo dentro do que os parâmetros de sustentabilidade permitem”.

Leia a entrevista completa de Anderson Birman, Presidente da Arezzo, no Cidade Marketing.

A Arezzo sempre usou couro em suas peças. Tanto de bovinos quanto de ovinos. Em um dado momento, por ter produzido e comercializado um lote de peças contendo pele de raposa na composição, se tornou alvo de críticas de ambientalistas digitais. Até aí, tudo bem. Todos sabem que uma das principais atividades das ONGs é reinvindicar direitos. Neste caso, direito dos animais à vida. Por outro lado, tenho visto inúmeras críticas agressivas e boicotes à marca. Coisas do tipo “Eu era cliente Arezzo, mas agora vou queimar todas os sapatos que comprei lá”.

Não dá pra negar a importância da revolução que a atividade do público na fanpage da Arezzo ocasionou. Sem esse ambiente virtual, criado para que a marca reúna admiradores e tenha contato direto e imediato com seu público, a empresa não teria redefinido seu posicionamento com tanta agilidade; em cerca de uma ou duas semanas, a coleção Pelemania foi retirada das vitrines e um comunicado oficial da Arezzo foi publicado na mesma fanpage que serviu de palco para as críticas.

A Arezzo seguiu um direcionamento que é evidente em qualquer revista de moda que se preze. Uma marca que se propõe a conceber e apresentar produtos baseados nas principais referências mundiais não deveria fazer isso? Por que a Arezzo, que sempre utilizou pele de boi e ovelhas, não iria usar pele de raposa, criada em cativeiro para este devido fim (assim como as vacas e ovelhas ali presentes)? Certo… ninguém come raposa. Porém, não ache que o couro do bovino do seu sapato saiu direto do açogue pra fábrica de calçados. Mas isso é uma questão ideológica, que me propus a não discutir aqui.

Não acho que o consumo de pele seja sensato em nossa realidade. Por motivos diversos, que não devem ser citados neste post. Mas ninguém tira da minha cabeça que a reação do público foi uma tempestade num copo d’água. Um mimimismo sem tamanho, que tomou embalo e virou febre.Vamos xingar muito no Facebook da Arezzo!”. E todos foram. Criticaram e geraram um resultado plausível (a retirada das peças da coleção). Não satisfeitos, continuam criticando a atitude da marca, como se utilizar couro de bois e ovelhas e comê-los durante o almoço não fosse uma causa tão relevante e passível de manifestações quanto a utilização do couro de raposas em artigos de moda.

Não acredito que o valor da marca e as estatísticas de consumo vão cair. Pelo menos não por muito tempo. Porque temos memória curta demais. Nada que um bom mercadólogo experiente em gerenciamento de crises não resolva. Quando a marca começar a produzir peças de lona de caminhão, pneus reciclados, garrafa pet e afins, aí, sim, perderá seu público consumidor fiel.

Aplaudo empresas que ousam, sem medo de serem felizes. E aplaudo de pé quem admite que errou e volta atrás. Como Anderson Birman falou em outra entrevista:

” Não pretendemos repetir essa experiência. Percebemos que, apesar de nossos produtos estarem dentro da lei, cumprirem todas as exigências, as pessoas não aceitaram bem a ideia para a nova coleção. O volume de peças de peles exóticas é insignificante quando comparado ao número de toda a coleção, porém, mesmo assim a confusão foi grande. É um assunto que gostaria de deixar para trás.” (Entrevista na íntegra)

Fica a dica pro pessoal: reclamem mais, critiquem mais, mas sejam sensatos. Não ataquem apenas quem está em evidência, porque o que a Arezzo fez foi legal (no sentido de lei), mas o que tem de empresa fazendo coisa pior por aí, não tá no gibi. Vamos criar atitudes novas, ao invés de copiar as que vemos no Twitter do coleguinha! 😉

Esse post tem um pouco de desabafo, de revolta, de insatisfação, de reflexão e, principalmente, de compreensão com a Arezzo. Dia das mães tá chegando e é lá mesmo que vou comprar o presente da minha. Porque não é uma coleção atual, baseada nas principais tendências e que utiliza matéria prima legal que vai destruir a minha admiração pela Arezzo.

Se não concorda, pode xingar muito nos comentários abaixo.

Leia também: Como gerenciar crises de imagens em redes sociais

Written by Michel Fonseca

19/04/2011 at 14:58

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Trespontos + Papercliq – Gestão avançada em mídias sociais

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Este post faz parte da série anunciada anteriormente, no post: Se os eventos não apresentam conteúdo relevante, de quem é a culpa?


A parceria da Trespontos com a Papercliq vai rodar diversos estados do Norte e Nordeste. A proposta é fazer um curso, sem formato de palestra, com o objetivo de abordar o tema “mídias sociais” de forma aprofundada e promover o aprendizado real em nível avançado. O investimento é maior: a partir de R$350 (se você ainda achar vaga) você pode fazer parte da turma que será guiada por @Tarushijio@PriMuniz@MarcelAyres@DanilaDourado e @RenataCBC.

Se não houver vaga, #FicaDica: vamo encher o saco do pessoal pra rolar LOGO a próxima turma. 😉

Data: 16 e 17/04, das 9h às 12h e das 14h às 17h
Local: Av. Tancredo Neves, Edf. Salvador Trade Center, Térreo – Sede do Wall Street Institute – Caminho das Árvores.

Clique para mais informações sobre o curso Gestão Avançada em Mídias Sociais.

Written by Michel Fonseca

14/04/2011 at 23:28

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Encontro Locaweb de profissionais da Internet

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Este post faz parte da série anunciada anteriormente, no post: Se os eventos não apresentam conteúdo relevante, de quem é a culpa?


No dia 14 de abril, acontece o 13º encontro Locaweb de profissionais da Internet que, assim como o Bate Papo Digital – Prévias do IMRS, também contará com a presença de René de Paula. Além dele, Martha Gabriel, Michel Lent, Gilberto Mautner, representantes da Abradi – Associação brasileira de Agências Digitais, entre outros. Os ingressos custam 70 reais, mas se você for esperto, pode faturar cortesias seguindo o @IMRS, @Viraleasy e a @AbradiBahia.

Clique e confira mais informações sobre o 13º Encontro Locaweb.

Written by Michel Fonseca

12/04/2011 at 22:51

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