Michel Fonseca | Mídias Sociais

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Conteúdo nas mídias sociais – Fan page vazia não para em pé

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“(…) Eu não estou ali [no Facebook] apenas para seguir atualizações, mas também para assumir uma preferência.”
Priscila Muniz, SEO de saia

Conteúdo. Você já parou pra pensar na importância disso? Conseguiu perceber o real valor do conceito de conteúdo? Pra ilustrar com uma metáfora inspirada num fato recente, vamos analisar o caso das embalagens de batata frita que possuem 70% da sua área interna preenchido com NADA. Por mais que saibamos que o ar tem uma função específica na composição da embalagem, é sempre frustrante abrir um pacote de Ruffles e ver meia dúzia de fatias de batata frita lá dentro.

Agora imagine que você “Curte” uma página no Facebook, assumindo publicamente a preferência ou empatia por determinada marca e, em troca, recebe semanalmente o anúncio de uma promoção relâmpago que não te interessa nem um pouco e cuja cópia você já havia deletado da sua caixa de entrada do email. Um saco de Ruffles, né?

Qualidade da marca X Conteúdo social

Quando uma marca é querida e oferece um produto diferenciado, os esforços são bem menores, claro. A empatia gera engajamento, que resulta em menos esforço para manter a página em movimento, já que os seus fãs estão fazendo isso por sua marca. Um exemplo claro desse fato é a fan page dos sucos Do Bem.

Os sucos Do Bem são distribuidos principalmente no sudeste e sul e chegaram no mercado com uma proposta diferenciada. Por acaso, certa feita encontrei eles a venda numa lanchonete aqui em Salvador. Experimentei e tenho a caixa até hoje, porque eles realmente sabem como apresentar um produto de forma diferenciada. A boa qualidade do produto é evidente, além de tudo. Me conquistou! E quando eu cheguei no Twitter pra elogiar, eles estavam lá pra me responder. Virou amor para a vida toda.

Por outro lado, como disse o grande Benjamim Parker: Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades. Se o seu público está sedento por interação e conteúdo relacionado à sua marca, você não pode deixá-lo na mão, ou correrá o risco de perder o que muitas lutam diariamente pra conseguir: relevância.

Quando a coisa não é tão boa assim e o engajamento do público se transforma numa meta aparentemente difícil de atingir, é sempre bom observar marcas genéricas que conseguiram conquistar a empatia do público e colher bons resultados disso. Um exemplo é a Ponto Frio. O que pode ser mais genérico do que uma loja online de móveis, eletrodomésticos e eletrônicos?

São as “publicações inúteis” que geram engajamento, prendem a atenção do público e deixam os fãs abertos e receptivos para o “conteúdo importante” que virá em outro momento. São elas que fazem o cara pensar: porra, essa galera é gente fina! Vou comprar minha TV lá. Essa visão, aliada a uma boa estratégia de promoção e divulgação, parecem funcionar perfeitamente.

Pessoas se relacionam com outras pessoas

A verdade é que não existem receitas para estratégias bem sucedidas e produção de conteúdo, mas ser humano parece ser o melhor caminho. As pessoas estão no Facebook e se acostumaram a se relacionar com pessoas. Quanto mais próxima de uma relação humana for a sua estratégia, maiores são as chances de obter empatia e engajamento.

Vá no lista de páginas que você curte no Facebook e observe:

  • De quais você recebe atualizações constantemente?
  • Todas permitem que você poste no mural delas?
  • Elas costumam te responder?
  • Você costuma “curtir”, comentar ou compartilhas as publicações dela?
  • Vendo as mais antigas, você ainda “curte” as marcas da mesma forma que antes?
  • O que te levou a clicar em “Curtir”?

Essas e outras reflexões são de extrema importância e, certamente, vão te promover bastante aprendizado. Tente!

Vou manter o assunto “Mídias sociais > Facebook > Conteúdo” pelos próximos posts. Siga @MichelFonseca pra ficar por dentro das atualizações e até logo. 😉

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Written by Michel Fonseca

19/01/2012 at 15:16

“Mimimismo” e polêmica barata no caso Arezzo

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Não preciso relatar o caso mais recente da Arezzo. Creio você saiba do que se trata. Vamos direto à minha crítica. Assim como a Arezzo, não vou me enfiar numa discussão ideológica. Só quero compartilhar uma reflexão pessoal, baseada em impressões que tive enquanto tentava analisar o caso com base em uma ótica mercadológica e comercial, além de usar uma pitada de relacionamento com o público.

Segundo Anderson Birman, presidente da Arezzo, toda a matéria prima utilizada na coleção Pelemania é “absolutamente legalizada, com certificado de origem, com certificado de regularidade, tudo dentro do que os parâmetros de sustentabilidade permitem”.

Leia a entrevista completa de Anderson Birman, Presidente da Arezzo, no Cidade Marketing.

A Arezzo sempre usou couro em suas peças. Tanto de bovinos quanto de ovinos. Em um dado momento, por ter produzido e comercializado um lote de peças contendo pele de raposa na composição, se tornou alvo de críticas de ambientalistas digitais. Até aí, tudo bem. Todos sabem que uma das principais atividades das ONGs é reinvindicar direitos. Neste caso, direito dos animais à vida. Por outro lado, tenho visto inúmeras críticas agressivas e boicotes à marca. Coisas do tipo “Eu era cliente Arezzo, mas agora vou queimar todas os sapatos que comprei lá”.

Não dá pra negar a importância da revolução que a atividade do público na fanpage da Arezzo ocasionou. Sem esse ambiente virtual, criado para que a marca reúna admiradores e tenha contato direto e imediato com seu público, a empresa não teria redefinido seu posicionamento com tanta agilidade; em cerca de uma ou duas semanas, a coleção Pelemania foi retirada das vitrines e um comunicado oficial da Arezzo foi publicado na mesma fanpage que serviu de palco para as críticas.

A Arezzo seguiu um direcionamento que é evidente em qualquer revista de moda que se preze. Uma marca que se propõe a conceber e apresentar produtos baseados nas principais referências mundiais não deveria fazer isso? Por que a Arezzo, que sempre utilizou pele de boi e ovelhas, não iria usar pele de raposa, criada em cativeiro para este devido fim (assim como as vacas e ovelhas ali presentes)? Certo… ninguém come raposa. Porém, não ache que o couro do bovino do seu sapato saiu direto do açogue pra fábrica de calçados. Mas isso é uma questão ideológica, que me propus a não discutir aqui.

Não acho que o consumo de pele seja sensato em nossa realidade. Por motivos diversos, que não devem ser citados neste post. Mas ninguém tira da minha cabeça que a reação do público foi uma tempestade num copo d’água. Um mimimismo sem tamanho, que tomou embalo e virou febre.Vamos xingar muito no Facebook da Arezzo!”. E todos foram. Criticaram e geraram um resultado plausível (a retirada das peças da coleção). Não satisfeitos, continuam criticando a atitude da marca, como se utilizar couro de bois e ovelhas e comê-los durante o almoço não fosse uma causa tão relevante e passível de manifestações quanto a utilização do couro de raposas em artigos de moda.

Não acredito que o valor da marca e as estatísticas de consumo vão cair. Pelo menos não por muito tempo. Porque temos memória curta demais. Nada que um bom mercadólogo experiente em gerenciamento de crises não resolva. Quando a marca começar a produzir peças de lona de caminhão, pneus reciclados, garrafa pet e afins, aí, sim, perderá seu público consumidor fiel.

Aplaudo empresas que ousam, sem medo de serem felizes. E aplaudo de pé quem admite que errou e volta atrás. Como Anderson Birman falou em outra entrevista:

” Não pretendemos repetir essa experiência. Percebemos que, apesar de nossos produtos estarem dentro da lei, cumprirem todas as exigências, as pessoas não aceitaram bem a ideia para a nova coleção. O volume de peças de peles exóticas é insignificante quando comparado ao número de toda a coleção, porém, mesmo assim a confusão foi grande. É um assunto que gostaria de deixar para trás.” (Entrevista na íntegra)

Fica a dica pro pessoal: reclamem mais, critiquem mais, mas sejam sensatos. Não ataquem apenas quem está em evidência, porque o que a Arezzo fez foi legal (no sentido de lei), mas o que tem de empresa fazendo coisa pior por aí, não tá no gibi. Vamos criar atitudes novas, ao invés de copiar as que vemos no Twitter do coleguinha! 😉

Esse post tem um pouco de desabafo, de revolta, de insatisfação, de reflexão e, principalmente, de compreensão com a Arezzo. Dia das mães tá chegando e é lá mesmo que vou comprar o presente da minha. Porque não é uma coleção atual, baseada nas principais tendências e que utiliza matéria prima legal que vai destruir a minha admiração pela Arezzo.

Se não concorda, pode xingar muito nos comentários abaixo.

Leia também: Como gerenciar crises de imagens em redes sociais

Written by Michel Fonseca

19/04/2011 at 14:58

Publicado em Geral

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Sua empresa não é tão sua assim

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Tomar um café no meio do expediente pode representar a pausa essencial para que o restante do dia tenha a fluência ideal. Da mesma forma, o uso de mídias sociais pode ser um divisor de águas para algumas empresas.

Estar presente nas redes sociais é uma forma de atingir a opinião pública. Para uma empresa, portanto, é imprescindível ter e administrar estrategicamente um perfil no Twitter, uma conta no Orkut e um blog, a fim de manter dialogo constante com seus públicos; dizer a coisa certa na hora certa e ouvir a todo momento.

No entanto, uma empresa é muito mais do que uma entidade. Funcionários podem dizer muito sobre uma empresa, e geralmente o fazem. O interessante é que isso parece incomodar alguns gestores.

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Written by Michel Fonseca

16/10/2009 at 21:46

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